Edições Vercial

  • Portugais Vórtice

    José Leon Machado

    O Dr. Leonel, médico de clínica geral, tinha como passatempos preferidos o ténis e o aeroclube. Piloto amador, era com prazer que levantava voo na avioneta que lhe estava atribuída e sobrevoava a cidade. Porém, numa tarde de tempestade, o aparelho acabou por se despenhar. Leonel sobreviveu com alguns arranhões e depressa se deu conta de que o tempo e o lugar não coincidiam com o seu: estava algures no passado. Ajudado por um carvoeiro, consegue hospedagem num convento de frades. As desconfianças, fruto dos preconceitos, instalam-se, e ele, com receio de ser preso, acaba por fugir. Acompanha-o Cremilde, a formosa filha do carvoeiro. Encontrará o termo das suas penas, quando, do fundo do mar, vem à superfície. Um estranho desígnio, que ele nunca chegou a compreender, estava na base de toda aquela aventura.

  • "A hora da partida, talvez na existência o mais delicioso, esquisito momento, onde tudo é alacridade, gozo, esperança... Fugir a todas as prisões, mesmo às mais doces, supor que um instante basta para borrar todo o usado cenário da vida atual e que outra vida começa, enredada de incertezas, sim, mas pejada de larguíssimas promessas, de inquietadoras visões, de frutuosas quimeras, nada que se compare a esse momento de alvorada, tanto mais incitante quanto mais a miúdo repetido, a cujo feiticeiro rejuvenescimento a alma se dilata ilimitadamente."

  • Naquele desgraçado inverno a Holanda converteu-se em miserável charco sobre o qual incessantemente caísse uma chuvinha peneirada por buracos de agulhas. Toda a gente concordava em que não havia, ali, memória de estação assim temperada, aquosa e lôbrega. Durante os meses de dezembro e janeiro nunca se apagou a iluminação pública e nas ruas mais desafogadas de Amesterdão os transeuntes, que pareciam evolucionar dentro de um infindável aquário, para se reconhecerem necessitavam socorrer-se dos candeeiros, a cuja luz indecisa ainda assim mal se divisavam feições sob o imprescindível abrigo dos capuzes de borracha. Formavam então grupos de fantasmáticos escafandros, que, observados à distância, trocavam silenciosamente gestos deformados e a breve trecho, desfeitos, como que se desvaneciam por entre os húmidos véus de gases crepusculares, ininterruptamente agitados e suspensos do céu tenebroso.

  • "Não há palavras que descrevam as maravilhas do seu corpo, a sua carne rosada e firme desmaiando, nas curvas, no tom mate de açucena; os pés de estátua grega; o ventre polido e retraído, nascendo das coxas roliças como um escudo de prata fosca e partindo-se, no remate, para inflar nos dois agudos pomos a que as vacilantes chamas do fogão davam reflexos iriados; e os longos braços a um tempo frágeis e marmóreos!...
    Os meus lábios cobriam sofregamente a carne que aparecia enquanto as mãos teciam em volta do seu corpo uma apertadíssima rede de carícias..."
    Texto segundo o Novo Acordo Ortográfico.

  • Napoleão estava aquartelando em Baiona um exército de vinte e cinco mil homens, a que o "Monitor" do Império chamava Corpo de Observação da Gironda. Já sob este nome modesto, em 1803, as tropas tinham passado os Pirenéus, atravessado a Espanha de rota batida e imposto a Portugal a capitulação de Badajoz. Sepúlveda ardia já pela guerra, falava em convocar e reunir as milícias, pôr em alarme a província.

  • A manifestação correu de uma forma mais ou menos pacífica, com escaramuças e algumas detenções por causa de alguns manifestantes, que provocavam as forças policiais, a ver se com isto conseguiam o apoio popular para partirem para a violência. Mas a maior parte dos manifestantes não pactuou com isso e no global correu tudo bem.
    Na Itália, as manifestações traduziram-se em confrontos violentos entre manifestante e as forças de segurança e, à semelhança do que aconteceu em Lisboa há pouco tempo, os revoltosos arrancaram os cubos dos pavimentos e apedrejaram as forças policiais. Os conflitos originaram centenas de feridos, dezenas de mortos, lojas assaltadas e vandalizadas, veículos e edifícios incendiados e muitas detenções. Já chamavam às manifestações sucessivas a revolta das pedras.

  • Portugais Poesias

    Mario De Sa-Carneiro

    Mário de Sá-Carneiro nasceu em Lisboa, em 19 de Maio de 1890 e suicidou-se em Paris, em 26 de Abril de 1916. A presente obra contém: Dispersão, Indícios de Oiro e o poema Manucure.


    Não sou amigo de ninguém. P'ra o ser
    Forçoso me era antes possuir
    Quem eu estimasse - ou homem ou mulher,
    E eu não logro nunca possuir!...

  • O Sonho da Terra é um romance ofuscante, sobre trabalhadores numa mina misteriosa onde devem permanecer encerrados durante dois anos. Para escapar àquele mundo opressivo e asfixiante, contam histórias de amores frustrados, vinganças, sonhos e bruxarias, que são registradas pelo Narrador, de alcunha Quatroio. Temperado com cenas escatológicas e picarescas, salpicado de sub-enredos em que os leitores têm reconhecido obras literárias clássicas, passagens bíblicas, romances de aventuras, velhos seriados cinematográficos e filmes contemporâneos, e incluindo feitiços e seres mitológicos ao lado de invenções como a Máquina de prazer, O Sonho da Terra é um desfile em que um sentido de humor muito brasileiro leva a um contínuo riso rabelaisiano, como chicote de crítica social. A narrativa, essencialmente oral, molda-se num dialeto literário que evoca muitos estilos distintos, entre eles o português popular brasileiro.

  • Dividido em nove livros, o romance apresenta uma personagem que, ao longo dos 500 anos da história do Brasil, vai se metamorfoseando em diferentes seres. Começando como um dos degredados da esquadra de Cabral, transforma-se num boto, num escravo negro, num inconfidente, num poeta romântico, numa mulher, etc. A linguagem do romance, por isso mesmo, procura mimetizar diversos estilos de época - o quinhentista, o barroco, o arcádico, o romântico, etc. -, que representam os principais aspectos da realidade social e cultural brasileira.

  • Deitada na cama, esperava. Estava mais que na hora de o marido chegar. E nada. Cansada, adormeceu. Até que, num determinado momento, um forte ruído na parte de baixo da casa a acordou. Seria o Macedo? Levantou-se e desceu a escada. Para sua surpresa, deparou com um homem vestido de Papai-Noel. Usava barbas brancas, a tradicional roupa vermelha com debruns e carregava um saco.

  • Era uma vez um rei que tinha três filhas. Um dia ele e as filhas foram convidados para uma festa no reino vizinho. Nesse reino havia um príncipe que andava à procura de noiva. Quando as filhas do rei souberam do convite, logo se entusiasmaram e fizeram planos para conquistar o príncipe. No dia da festa, elas vestiram-se com os melhores vestidos, montaram cada uma o seu cavalo e partiram em segredo. Quando o rei se preparava para sair, perguntou à criada pelas filhas, ao que ela responde que já tinham partido, pois não queriam chegar atrasadas.

  • "Darkening Stars - A Novel of the Great War" is about a young law student who was drafted to serve as a platoon commander in the Portuguese Expeditionary Corps sent to Flanders in 1917. What happened to him and the men under his command, the small and great miseries of their life in the trenches, their links with what they left behind and what they lost, and the incomprehension they met upon returning home, are some of the main lines of this moving and historically accurate portrait of one of the most turbulent periods of Portuguese history. It is also a story of love and of a young man's inner struggles and personal growth, his determined search for peace and happiness, along a path strewn with destruction and trampled dreams.

  • Les études réunies dans cet ouvrage portent sur des oeuvres d'auteurs portugais pour la plupart. Au fil des textes, le lecteur voyagera à travers différentes époques et d'une aire géoculturelle à l'autre en compagnie de Bernardim Ribeiro, Camilo Castelo Branco, António Aleixo, Vergílio Ferreira, Hugo Santos, Lídia Jorge, Suleiman Cassamo et Graciliano Ramos. Certaines oeuvres abordées dans ce livre sont disponibles en français sous les titres suivants : Mémoires d'une jeune fille triste ou le livre des solitudes, Matin perdu, La Couverture du soldat, Le Retour du mort de l'écrivain mozambicain Suleiman Cassamo, et Enfance du romancier brésilien Graciliano Ramos. Plusieurs genres littéraires sont représentés : théâtre et poésie populaires, nouvelle, roman psychologique, roman autobiographique, roman policier.
    Les relations culturelles luso-brésiliennes et la conquête du marché du livre au temps de Camilo Castelo Branco, la représentation de la femme, la critique de la société salazariste, le passage de l'enfance à l'âge adulte, la quête du père, la quête du sens et la mémoire sont quelques-uns des thèmes abordés dans les articles ici rassemblés.

  • Les études réunies dans cet ouvrage portent sur la représentation de l'idéologie et de l'utopie dans le discours littéraire, et plus précisément dans des oeuvres d'auteurs portugais, brésiliens et africains.
    Au fil des textes, le lecteur voyagera à travers différentes époques et d'une aire géoculturelle à l'autre en compagnie de Manuel Alegre, Luís de Magalhães, Ernesto Biester, Arnaldo Gama, Francisco Xavier de Oliveira, Miguel Sanches Neto, Moacyr Scliar, Pepetela, et Ondjaki. Certaines oeuvres abordées dans ce livre sont disponibles en français sous les titres suivants : Babylone, du poète et écrivain portugais Manuel Alegre, ainsi que Bonjour camarades, du romancier angolais Ondjaki. Plusieurs genres littéraires sont représentés : théâtre, poésie et roman.
    Ce livre sur l'idéologie et l'utopie vise à mettre en évidence des thèmes et des figures utopiques et à interroger les relations entre l'art et l'utopie, entre l'idéologie et l'utopie et enfin entre l'utopie et la contre-utopie ; il cherche à montrer que l'auteur, engagé ou pas, homme politique ou non, a parfaitement conscience de la distance irréductible qui sépare la fiction littéraire de l'action politique.

  • Portugais Pátria

    Guerra Junqueiro

    "Eis aí, em síntese, a obra do rei e do governo. Obra de estupidez, obra efémera. Imbecis. Conhecem, da Eternidade, o minuto em que jantam, e, do Espaço, as doze cabeças de comarca onde fazem bulha. Raciocinam com os pés, com as mãos, com os olhos, com os ouvidos, com o estômago. No crânio, farelos. Supõem-se grandes e não existem. Mandam, decretam, dão ordens, e não existem. Só espiritualmente se existe, vivendo no infinito, e eles, espiritualmente, moram no vão duma escada.
    E julgam, os idiotas, salvar o rei! Por que forma? Já o disse: tornando o país um cemitério de almas. Dinastias agonizantes querem vassalos defuntos. Entre quatro milhões de cadáveres um ventre com duas pernas, dois braços, uma abóbora nos ombros e uma espada na mão, a distância, movendo-se, ilude ainda: parece gente. Rodeiam-no baionetas, cavaleiros o guardam. Contra quem? contra os mortos. Invencível então, não é verdade? Perdido, inteiramente perdido. Se os mortos ressurgem, ele evapora-se. Se tudo é findo, se os Lázaros se não levantam, quando chegarem os corvos, principiarão por ele o seu banquete. Ou devorado pela nação, ou devorado pelo estrangeiro. A nação acorda? É o exílio. Submete-se? É que está morta, e, das nações que morrem, as nações vivas se alimentam."

  • A obra contém os seguintes textos de Guerra Junqueiro: O «Sacré-Coeur»; Antero de Quental; O Cantador; Raul Brandão; Sousa Martins; Justino de Montalvão; No Centenário de Alexandre Herculano; João de Deus; Os Grandes Homens; A Festa de Camões; Brasil-Portugal; Notes sur la Suisse; Notas sobre a Suíça; Edith Cavell; O Monstro Alemão.
    Texto segundo o Novo Acordo Ortográfico.

  • Tendo em conta que religião e religiosidade se direcionam a algo aparentemente intangível, cuja realidade empírica está longe de ser clara (McGuire, 2008), a procura de inteligibilidade sobre esta matéria suscitou, desde os tempos mais remotos, tanto de fascínio quanto de interrogação. Procurando o entendimento da religiosidade enquanto fator social, contributivo de construções de sentido do sujeito (Spilka, Hood, Hunsberger, & Gorsuch, 2003; Taylor, 1998), o presente trabalho representa um esforço de articulação entre duas esferas que acompanham o homem desde os primórdios da sua existência: a religiosidade e o otimismo.
    Enquanto promotora do otimismo pessoal, a religiosidade conferiu-se delineadora dos três estudos empíricos, que viabilizaram o teste das quatro hipóteses de investigação que se publicam neste volume.

  • Esta obra contém, entre outros, os seguintes textos: Conto do Natal (Fialho de Almeida); O Menino Jesus do Paraíso (Fialho de Almeida); O Natal (Eça de Queirós); Postal de Boas-Festas (Onésimo Teotónio Almeida); A Consoada (José Leon Machado); Numa noite de consoada (A. M. Pires Cabral); As fogueiras de Natal (A. M. Pires Cabral); O Natal é verdade (A. M. Pires Cabral).

  • Esta coletânea contém doze contos de Natal, do escritor português José Leon Machado e da escritora brasileira Fernanda Macahiba. De cenário histórico-cultural variado, vão desde o século I da nossa era, quando os primeiros cristãos começaram a celebrar o nascimento de Cristo, passando pela Idade Média, a Revolução Francesa, a Inconfidência Mineira, a implantação da República em Portugal, os anos 30 no Brasil, a Guerra Colonial e, enfim, a atualidade. Entre o cómico e o trágico, estes contos oferecem uma leitura original e divertida na quadra natalícia.

  • Esta coletânea contém os seguintes contos de Natal: Inês (Altino Serrano); O acendedor de lampiões (Fernanda Macahiba); Foguetes na noite de Natal (Fina d'Armada); As asas do anjo (Francisco Martins); O Menino Desfigurado (Jorge Tinoco); Os bonecos do presépio (José Leon Machado); Alba quase plena (José Vieira); O fato Príncipe de Gales (Manuel Augusto Monteiro); Três maneiras de nascer o Menino Jesus (Maria Antonieta Costa); Três Papais Noéis (Milton M. Azevedo).

  • Teatro ; antologia

    Gil Vicente

    Esta coletânea contém as seguintes obras de Gil Vicente: Auto da Barca do Inferno; Auto da Barca do Purgatório; Auto da Barca da Glória; Auto da Cananeia; Exortação da Guerra; Comédia de Rubena; Auto da Festa; Farsa de "Quem Tem Farelos?"; Auto da Índia; Auto da Fama; Velho da Horta; Auto das Fadas; Farsa ou Auto de Inês Pereira; Farsa do Juiz da Beira; Auto das Ciganas; Farsa dos Almocreves; Farsa do Clérigo da Beira; Lusitânia; Dom Duardos; Templo d'Apolo; Cortes de Júpiter; Serra da Estrela; Inverno e Verão; Romagem dos Agravados; Auto da Visitação; Auto Pastoril Castelhano; Auto dos Reis Magos; Auto da Sibila Cassandra; Auto da Fé; Auto dos Quatro Tempos; Auto de Mofina Mendes; Auto Pastoril Português; Auto da Feira; Auto da Alma; Auto da História de Deus; Diálogo sobre a Ressurreição; Auto de São Martinho; Maria Parda.


  • "Luís da Cunha era trigueiro; tinha a pele bronzeada da cara pegada aos ossos, que lhe saíam, principalmente os malares, em proeminências cadavéricas. Os bordos das órbitas muito salientes contribuíam muito para que o brilho dos olhos negros e grandes luzisse mais na escuridão das cavernas, debruadas sempre de um anel bastante escuro para destacar da cor geral de azeitona. O nariz era notável pela ausência total do cavalete. A boca não se lhe via, coberta pelo bigode espesso, que se não encaracolava nas guias, e caía em luzentes recurvas sobre ambos os lábios. Ora aqui está o que é um homem feio. Perguntava muita gente a razão fisiológica da cor africana de Luís, tão diversa da alvura inglesa de seu pai João da Cunha e Faro, que, por esse tempo, contava quarenta e cinco anos, e passava ainda por um dos belos homens de Lisboa."
    Texto segundo o Novo Acordo Ortográfico.


  • O Livro das Confissões foi terminado em 1316 por Martín Pérez, um clérigo castelhano de grande cultura canónica e teológica. É uma extensa obra de cariz pastoral dedicada aos «clérigos minguados de ciência» e aos que se « acham brutos e minguados e buscam das migalhas que caem das mesas dos que são ricos de letras », como o próprio autor indica no Prólogo. Foi uma das obras que, dentro do género, mais circulou entre o clero e os intelectuais ibéricos durante o século XIV e a primeira metade do século XV. Foi traduzida para português em 1399 por monges do Mosteiro de Alcobaça, tendo chegado até nós uma cópia da primeira e terceira partes. O rei D. Duarte foi um dos seus leitores assíduos, citando-a diversas vezes no Leal Conselheiro . O Livro das Confissões é um testemunho autêntico e raro da sociedade medieval peninsular e é um documento indispensável para a compreensão histórica, cultural e social desse período histórico.
    Diz o autor no Prólogo: «Rogo a ti ledor que achares em ti ciência de letras que não mordas nem desprezes esta pouca esmola tirada das santas escrituras em língua comunal. Não para ti, farto de ciência, mas para os outros famintos dela, por aqueles que não saíram ao rastrolho da escola a colher as espigas da escritura, que possam haver ao menos em suas casas os grãos do trigo limpo sem palhas e sem arestas de disputação. Onde não fica escusa aos que dizem que são fracos para trabalhar, ou rudes para aprender, ou pobres para ir buscar a ciência para si e para as outras almas salvar. Ca em este livro podem com trabalho de pouco estudo aprender da doutrina da vida para as almas salvar, quanto per estudo de letras não podem saber, ca havemos em ele o que por muitos trabalhos e por muitos anos e por muitos mestres e por muitas ciências não puderam passar.»

  • A Vita Christi de Ludolfo de Saxónia (ca. 1295-1377) foi impressa em Lisboa em 1495 por Valentino de Morávia e Nicolau de Saxónia em três volumes, por ordem da rainha Dona Leonor. A tradução para o Português deveu-se muito provavelmente ao rei D. Duarte, que a supervisionou. A obra, como é dito no prólogo, «contém todolos mistérios da fé católica, segundo a escritura dos quatro evangelistas e notários cristículos, com verdadeiras e devotíssimas exposições de diversos doctores egrégios, devotos e mui gloriosos.». A edição que agora se publica é a transcrição da edição de 1495, cotejada com a edição de Augusto Magne. A Vita Christi foi considerado o primeiro livro impresso em Língua Portuguesa até à descoberta do Sacramental (1488) e do Tratado de Confissom (1489).

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