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  • The Road to Oxiana is an account of Robert Byron's ten-month journey to Iran and Afghanistan in 1933-34 in the company of Christopher Sykes. This travelogue is considered by many modern travel writers to be the first example of great travel writing. Bruce Chatwin has described it as "a sacred text, beyond criticism" and carried his copy since he was fifteen years old, "spineless and floodstained" after four journeys through central Asia.
    By the Si-o-seh pol bridge in Isfahan, Iran, Byron wrote: "The lights came out. A little breeze stirred, and for the first time in four months I felt a wind that had no chill in it. I smelt the spring, and the rising sap. One of those rare moments of absolute peace, when the body is loose, the mind asks no questions, and the world is a triumph, was mine."

  • Sea and Sardinia

    D.H. Lawrence

    Sea and Sardinia describes a brief excursion undertaken in January 1921 by D.H. Lawrence and Frieda, his wife a.k.a. Queen Bee, from Taormina in Sicily to the interior of Sardinia. They visited Cagliari, Mandas, Sorgono, and Nuoro. Despite the brevity of his visit, Lawrence distils an essence of the island and its people.
    «I gave him three francs. He looked at it as if it were my death-warrant. He peered at the paper in the light of the lamp. Then he extended his arm with a gesture of superb insolence, flinging me back my gold without a word. "How!" said I. "Three francs are quite enough." "Three francs-two kilometers-and three pieces of luggage! No signore. No! Five francs. Cinque franchi!" And averting his pallid, old mud-larking face, and flinging his hand out at me, he stood the image of indignant repudiation. And truly, he was no taller than my upper waistcoat pocket. The brat! The brat! He was such an actor, and so impudent, that I wavered between wonder and amusement and a great inclination to kick him up the steps. I decided not to waste my energy being angry. "What a beastly little boy! What a horrid little boy! What a horrid little boy! Really-a little thief. A little swindler!" I mused aloud. "Swindler!" he quavered after me. And he was beaten. "Swindler" doubled him up: that and the quiet mildness of my tone of invocation. Now he would have gone with his three francs. And now, in final contempt, I gave him the other two. He disappeared like a streak of lightning up the gangway, terrified lest the steward should come and catch him at his tricks. For later on I saw the steward send other larks flying for demanding more than one-fifty. The brat.»


  • É na sua poesia que Miguel Botelho mais se desvenda ou se oferece. "Poemas de Ausência, Amor e Despedida" são a história do amor e da vida ou, nas palavras do autor: "O amor aspira à implacável delicadeza do ocaso".

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    3 e 15

    Eduardo De Souza Caxa


    3 e 15

    Da tarde ou madrugada?
    A hora favorita pra escrever?
    O tempo que levou pra montar o livro?
    Os 3 menos 15 anos na estrada de onde surgiram estes textos?
    Os ponteiros do relógio apontando juntos, braço estendido à frente: adiante?
    Eduardo de Souza Caxa diverte-nos, emociona-nos, obriga-nos a pensar, com este seu primeiro livro, 3 e 15, uma coletânea de crónicas, pequenos contos, reflexões e poesia.


  • A primeira edição integral em português do clássico de Havelock Ellis sobre homossexualidade.


    No final do século XIX, Ellis teve a coragem de publicar abertamente um estudo detalhado e desapaixonado sobre a problemática da inversão sexual, que recentemente havia condenado Oscar Wilde à prisão e nos séculos anteriores classificara os culpados do "nefando pecado" como hereges e degenerados. No 1o capítulo, Ellis descreve exemplos de homossexualidade entre animais, povos primitivos e selvagens e apresenta os casos da história clássica e moderna mais importantes.


    Importante para os estudiosos do tema (sexólogos, antropólogos, médicos, psiquiatras), esta obra é acessível e interessante para todosos que querem aprofundar o seu conhecimento.


    A escrita de Ellis é escorreita e acessível, estando recheada de curiosidades e apontamentos, como em:

    "Holder examinou "botés" esplêndidos fisicamente, atraentes e de perfeita saúde. Com muita relutância, concordou fazer exames meticulosos aos seus órgãos sexuais, concluindo que eram completamente normais, embora talvez mais pequenos do que o seu "physique" faria supor, talvez porque nunca tivessem sido usados em relações sexuais com mulheres", ou em,

    "No Tahiti, no início do século XIX, Turnbull descobriu que "há um conjunto de homens neste país cuja profissão declarada é tal abominação que a louvável delicadeza da nossa linguagem não vai permitir que a mencionemos. São chamados pelos nativos de "mahoos"; assumem o traje, a atitude e os costumes das mulheres e todos afetam as fantásticas excentricidades e garridices da mais vaidosa das fêmeas."

  • A primeira edição integral em português do clássico de Havelock Ellis sobre homossexualidade.
    No final do século XIX, Ellis teve a coragem de publicar abertamente um estudo detalhado e desapaixonado sobre a problemática da inversão sexual, que recentemente havia condenado Oscar Wilde à prisão e nos séculos anteriores classificara os culpados do "nefando pecado" como hereges e degenerados.
    No 7o capítulo, onde resume as conclusões do seu estudo, Ellis conclui que os atos homossexuais não devem ser penalizados por lei sempre que ocorrerem em privado, entre adultos e por mútuo consentimento.
    Tal como escreveu a Ellis um médico homossexual, não identificado: "Desde que não haja nenhuma ofensa pública, não deveria existir nenhuma penalização ou sequer censura associada a atos sexuais plenamente consentidos entre pessoas adultas."
    De fundamental importância para os estudiosos do tema (sexólogos, antropólogos, médicos, psiquiatras), esta obra é acessível e interessante para todos os que queiram aprofundar o seu conhecimento sobre esta temática.

  • Uma coletânea de contos de temática gay em que a ausência ou a solidão imperam, apenas interrompidas aqui e ali por uma amizade invulgar (Jony, o vietnamita) ou por um lampejo de amor que se desvanece rapidamente (Quatro canções). No entanto, apesar da coerência temática e de estilo, não existe monotonia. Uns contos são mais compridos, outros mais curtos, uns mais concretos, outros mais vagos, uns mais sensuais, outros mais românticos... e, para apurar o "tempero", alguns são mais inesperados (Santa Fe) e outros mais loucos e divertidos (Elvis)!
    "Corro à janela, a tempo de ver a fugaz e esvoaçante figura de Elvis desaparecer para os lados do Arpoador. Volto à cama. Sacudo os restos da mancha vazia e acastanhada, e aliso o lençol no lado da cama que não ocupo. Fecho os olhos e sinto-me sereno. Sereno e satisfeito, pela certeza de que vi Elvis voar, vivo e reluzente aos primeiros raios de sol do dia, sobre a Baía de Guanabara."

  • A primeira edição integral em português do clássico de Havelock Ellis sobre homossexualidade.
    No final do século XIX, Ellis teve a coragem de publicar abertamente um estudo detalhado e desapaixonado sobre a problemática da inversão sexual, que recentemente havia condenado Oscar Wilde à prisão e nos séculos anteriores classificara os culpados do "nefando pecado" como hereges e degenerados.
    No 2o capítulo, Ellis identifica os principais autores, percursores do estudo da homossexualidade, fazendo breves resenha dos seus pontos de vista e das suas principais obras.
    "Em 1894, Edward Carpenter publicou privadamente em Manchester um panfleto intitulado Homogenic Love, em que criticou várias teses correntes da psiquiatria sobre a inversão e alegou que as leis do amor homossexual são semelhantes às do amor heterossexual salientando, porém, que o primeiro possui uma aptidão especial para ser exaltado a um nível mais elevado e mais espiritual de camaradagem, desempenhando assim uma função social benéfica. Mais recentemente, em 1907, Edward Carpenter publicou um volume de artigos sobre a homossexualidade e os seus problemas, com o título The Intermediate Sex e mais tarde, em 1914, um estudo mais especializado sobre os invertidos na religião primitiva e na guerra, que intitulou de Intermediate Types among Primitive Folk."
    De fundamental importância para os estudiosos do tema (sexólogos, antropólogos, médicos, psiquiatras), esta obra é acessível e interessante para todos os que queiram aprofundar o seu conhecimento sobre esta temática.

  • A primeira edição integral em português do clássico de Havelock Ellis sobre homossexualidade publicado pela INDEX ebooks. No final do século XIX, Ellis teve a coragem de publicar abertamente um estudo detalhado e desapaixonado sobre a problemática da inversão sexual, que recentemente havia condenado Oscar Wilde à prisão e nos séculos anteriores classificara os culpados do "nefando pecado" como hereges e degenerados.
    No 5o capítulo, Ellis interpreta os casos que estudou em relação às diversas variáveis em análise: raça, hereditariedade, precocidade, atitude moral em relação à sua própria inversão, tal como no seguinte trecho:
    "É muito raro encontrar um invertido que deseje alterar as suas preferências sexuais, mesmo quando considera a sua condição como mórbida e mesmo quando escolheu deliberadamente uma vida de castidade por causa da sua inversão. O homem invertido não vê, e não deseja ver, nenhum encanto sexual nas mulheres pois encontra todo o encanto do mundo concentrado nos homens. E uma mulher invertida escreve: 'Não posso conceber um destino mais triste que ser uma mulher, mas uma mulher comum reduzida à necessidade de amar um homem'!"

  • A primeira edição integral em português do clássico de Havelock Ellis sobre homossexualidade, publicado pela INDEX ebooks. No final do século XIX, Ellis teve a coragem de publicar abertamente um estudo detalhado e desapaixonado sobre a problemática da inversão sexual, que recentemente havia condenado Oscar Wilde à prisão e nos séculos anteriores classificara os culpados do "nefando pecado" como hereges e degenerados.
    No 6o capítulo, Ellis analisa as diversas teorias da inversão sexual: adquirida vs congénita?, uma anomalia?, uma degeneração?, uma doença?, uma mutação?, e outras, mantendo o mesmo nível de riqueza de exemplos e fontes a que nos habituou nos capítulos anteriores.
    Nas próprias palavras de Ellis: "O que é a inversão sexual? Será, como muitos nos querem fazer acreditar, um vício abominável, adquirido, destinado a ser suprimido pela prisão? ou será, como alguns afirmam, uma variedade benéfica do leque de emoções humanas que deve ser tolerada ou mesmo acarinhada?"

  • INSTANTÂNEOS

    Margarida Leitao

    Uma coletânea de pequenos contos, captando instantes fugazes no tempo, pequenas situações da vida diária, recordações da infância e hesitações da velhice, quase que evocando as fotografias instantâneas que se tiram e fixam aquela expressão inesperada de felicidade ou aquele momento especial de emoção! Contado num tom quase pessoal, intimista, narrado muitas vezes na primeira pessoa, Instantâneos envolve-nos em cheiros, imagens e situações familiares e faz-nos sentir, por vezes, espectadores da vida alheia, espiando o que se passa numa rua, espreitando para dentro do café da aldeia ou ouvindo à esquina uma conversa de namorados, mas sempre revelando uma sensibilidade e um calor humanos que não podem deixar de emocionar o leitor.

  • Poemas Homoeróticos Escolhidos é uma coletânea de poesia que reúne sete poemas de Paulo Azevedo Chaves, publicados anteriormente em livros de sua autoria, para além de seis inéditos. Do mesmo autor, constam do volume oito traduções publicadas em livros anteriores, a partir de 1984, de grandes poetas como Walt Whitman, Abu Nuwas, Federico Garcia-Lorca, Luís Cernuda, Jean Genet, Constantino Cavafy ou Paul Verlaine . Os textos foram traduzidos do inglês, francês e espanhol. Os poemas selecionados por Raimundo de Moraes para esta coletânea foram publicados em dois livros de sua autoria, ambos lançados no Recife, em 2010: Baba de Moço (com assinatura de seu heterônimo Aymmar Rodriguéz) e Tríade. Na secção In Memoriam são homenageados dois poetas que se destacam, respectivamente - o brasileiro Cassiano Nunes e o mestre português António Botto. Um poema famoso de cada um deles consta desta secção.
    Explica Paulo Azevedo Chaves acerca dos seus inéditos nesta coletânea: "procurei seguir à risca o conselho de Keats no dístico final de sua bela Ode Sobre uma Urna Grega: «Beleza é verdade, verdade, beleza, - isso é tudo / Que sabeis na terra e tudo que precisais saber». O que muitos certamente enxergarão como vulgaridade, indecência, obscenidade, para mim nada mais é do que a busca de uma linguagem visceral em consonância com o que pretendo exprimir - a realidade nua e crua do sexo, que deve prescindir de eufemismos e de termos e construções verbais bem comportados e/ou eruditos para descrevê-la e para exprimi-la. Entre quatro paredes, os homens, via de regra, transam como gatos - com brutalidade e sem meias ações, deixando aflorar o instinto despojado das barreiras do convencionalismo. Para descrever esse momento íntimo e brutal do sexo, seja ele homo ou heterossexual, usei uma linguagem igualmente íntima e brutal e, desse modo, na verdade do verbo encontro a beleza preconizada por Keats. Pois para mim, embora nem sempre beleza seja verdade, Verdade (com V maiúsculo) é sempre beleza."

  • O primeiro dicionário de literatura gay portuguesa, incluindo livros, autores e referências da literatura lésbica, gay, bissexual, transgénero e queer de Portugal.
    Quando perguntámos a Richard Zimler se um dos seus livros poderia incluir-se na categoria literatura gay, ele respondeu que gostaria que a sua obra fosse avaliada apenas pela sua qualidade literária. Tal como Zimler, a grande maioria dos autores e editores prefere afastar-se de etiquetas que condicionam a leitura das suas obras. Harold Bloom, o reputado crítico, afirma com contundência: "Outro dia fui falar de cinco dos meus poetas preferidos: Whitman, Pessoa, Lorca, Hart Crane e o maravilhoso Luís Cernuda. São todos homossexuais, mas que me interessa saber se eles preferem dormir com homens ou mulheres?" No entanto, as categorias são importantes para os leitores e foi para eles que criámos este dicionário.
    [sexta edição, de A Alma Trocada até Ruth Bryden, Rainha da Noite]

  • Harlan Brown é um resistente, um treinador de atletismo conservador, que tenta afastar-se do seu passado numa pequena universidade americana. Billy Sive é um jovem e brilhante corredor que é gay e não se envergonha disso. Quando os dois se apaixonam, entram numa corrida contra o ódio e o preconceito que os levará aos Jogos Olímpicos de 1976 e a um desfecho chocante.
    Com mais de 10 milhões de exemplares vendidos em sete idiomas, este clássico da literatura gay é a história de amor gay mais popular de todos os tempos. O Corredor de Fundo ("The Front Runner") foi o primeiro romance gay a entrar para a lista de best-sellers do New York Times, em 1974. E tem agora a sua primeira edição em português.
    "Dedicado a todos os atletas que lutaram pelos direitos humanos no desporto e ao jovem corredor gay que conheci numa festa e que me inspirou a escrever este livro." - Patricia Nell Warren
    "A história de amor gay mais apaixonante e comovedora que já se escreveu... O romance mais emocional e apaixonado que eu li nos últimos anos merece estar na lista de livros mais vendidos." - The New York Times

  • Dois Mundos, Uma Paixão, de Pedro Xavier, é o livro 1 da série Dois Mundos, que conta a história do romance e das aventuras de Pedro e Davis, dois rapazes separados por dois mundos que se encontram para combater o mal e defender o amor. Esta é a obra de estreia de Pedro Xavier, um jovem autor, cheio de criatividade e imaginação, natural do Alentejo e amante da natureza. Um autor que a INDEX ebooks se orgulha de editar e que tem a certeza que te vai surpreender. Vê como obter os restantes livros da série Dois Mundos no website da INDEX ebooks.

  • A primeira edição integral em português do clássico de Havelock Ellis sobre homossexualidade. No final do século XIX, Ellis teve a coragem de publicar abertamente um estudo detalhado e desapaixonado sobre a problemática da inversão sexual, que recentemente havia condenado Oscar Wilde à prisão e nos séculos anteriores classificara os culpados do "nefando pecado" como hereges e degenerados.

    No 4o capítulo, Ellis apresenta casos reais de mulheres homossexuais, muitas vezes relatados pelas próprias. Trata-se de um interessantíssimo retrato da homossexualidade no final do século XIX, rico de detalhes, esclarecedor mas, por vezes, emocionante e pungente.


    "O moderno movimento de emancipação feminina - o movimento para obtenção de direitos e deveres iguais aos dos homens, da mesma liberdade e responsabilidade, da mesma educação e dos mesmos empregos - deve ser olhado, na generalidade, como um movimento saudável e inevitável."
    "Madame de Lamballe, que foi guilhotinado durante a Revolução, era popularmente considerada uma tríbade e diz-se que foi por isso que a sua elegante cabeça cortada recebeu especiais maus-tratos da multidão."


  • A primeira edição integral em português do clássico de Havelock Ellis sobre homossexualidade. No final do século XIX, Ellis teve a coragem de publicar abertamente um estudo detalhado e desapaixonado sobre a problemática da inversão sexual, que recentemente havia condenado Oscar Wilde à prisão e nos séculos anteriores classificara os culpados do "nefando pecado" como hereges e degenerados.


    Ao longo de 7 capítulos, Ellis descreve a homossexualidade no mundo, os principais estudiosos da matéria, a homossexualidade nos homens e nas mulheres, apresentando um grande número de casos e depoimentos reais, a natureza e a teoria da inversão sexual, terminando com um capítulo de conclusões. Esta edição conta ainda com dois apêndices, sobre a homossexualidade nas escolas femininas e a homossexualidade entre os vagabundos, e uma extensa lista de tópicos e de autores.

  • PIXEL 1 e 2

    Varios Autores


    O concurso Pixel (de pequenas histórias lgbt) foi pensado para acontecer no universo dos blogues, na imensa minoria da dita blogayesfera, e já contou com duas edições que decorreram no blogue de que sou autor.


    O objetivo não foi procurar escritores, mas histórias, fossem elas verídicas ou imaginadas, e contadas das mais variadas formas (prosa, poesia, vídeo, imagens, sons...).


    A primeira edição do concurso foi dedicada ao tema Good friends are hard to find (título de uma música de Ed Harcourt, que também dá o nome ao meu blogue), por ser um tema que nos é sempre muito caro, e porque no âmago da blogosfera está a procura de amigos, em especial daqueles mais difíceis de encontrar.


    A segunda edição do Pixel teve como mote Aquele abraço (mais uma vez título de uma música, de Gilberto Gil), porque a blogosfera é também um grande abraço que nos une a todos, incluindo os que estão do lado de lá do Atlântico.


    Sad Eyes (blogue "good friends are hard to find")-

  • Ilha de Metarica

    Joao Carlos Roque


    As memórias francas, por vezes imensamente divertidas, por vezes brutalmente chocantes, do percurso militar de um capitão miliciano do Exército Português, enviado para a Guerra Colonial na Guiné e em Moçambique, onde se cruzou com Spínola, Kaúlza de Arriaga e outros homens e mulheres que o marcaram para o resto da sua vida.

    "Tive tempo, muito tempo mesmo, enquanto estive em África, principalmente na Ilha de Metarica, durante as horas mortas no aquartelamento, ou nas operações de dias e dias pela mata, para pensar na minha vida e nos meus problemas, e cheguei à conclusão que era necessário relativizá-los, por muito grandes que eles me parecessem, perante a gravidade de certas situações com que me deparei na guerra. Não quis definir metas para a minha vida para quando regressasse a Portugal, mas tinha a certeza de que voltaria um "homem" novo e em variados aspetos - humano, social, político e principalmente sexual - foi ali, em África, que cheguei finalmente à conclusão de que, apesar da minha orientação sexual não ser a mais comum, eu era um homem normal. "

  • Fados

    Miguel Botelho

    Miguel Botelho reúne neste volume as suas letras para fados, numa singela homenagem a uma pessoa muito especial que o ensinou a amar o fado.

  • Com a publicação de A Inversão Sexual, em 1895, Adelino Pereira da Silva foi pioneiro em Portugal no estudo da homossexualidade . O tema, mais precisamente, a pederastia, já havia sido abordado no romance de Abel Botelho, O Barão de Lavos, de 1891, mas seria só em 1902 que Egas Moniz lhe daria tratamento científico, dedicando à homossexualidade um capítulo de A Vida Sexual, obra que se manteria canónica durante muitos anos, com sucessivas reedições. Como Adelino Pereira da Silva refere: "É pois com este fim que escrevemos. Em Portugal, nada havia ainda feito sobre o assunto, seduziu-nos a novidade e a precisão de um estudo assim; fomos ousados e tentámo-lo. Sirva-nos a ousadia para encobrir a incompetência." Mas Adelino Pereira da Silva revelou-se ousado também pela coragem que demonstrou ao abordar publicamente um assunto que, à época, era um enorme tabu. Ele mesmo tem consciência disso ao referir: "Poderão chamar-nos imorais por pormos a nu tantas feridas gangrenosas, mas se a imoralidade é isto, se quem condena os podres da sociedade, fornecendo meios para purificá-la, se pode considerar um imoral, bendita imoralidade!"
    Sobre o autor, Adelino Pereira da Silva, não chegou aos nossos tempos muita informação. Dos arquivos da Faculdade de Medicina do Porto consta que era filho de Francisco Pereira da Silva e natural de Leiria, e que em 1895 publicou a sua dissertação inaugural à Escola Médico-Cirúrgica do Porto. Por um trecho do Legado Alqueidanense, sabemos que em 1898-99 era "facultativo do partido médico de Porto de Mós", ou seja, teria regressado ao distrito onde nascera para exercer medicina a contrato da Câmara Municipal. Em 1902, surge a responder a um inquérito sobre a prostituição, ainda em Porto de Mós, levado a cabo pelo médico Ângelo Fonseca. E mais não sabemos...

  • Lígia casa-se por interesse com um rico comerciante que fez fortuna no Brasil, bastante mais velho que ela. Respeita-o, mas não o ama. Quando fica viúva, aos 32 anos de idade, regressa a Portugal e perde-se de amores por Leonel, que conhecera de criança, quando era tímido e efeminado, mas que agora crescera para se tornar num esbelto e elegante jovem que fazia suspirar as donzelas. Acontece que Leonel estava apaixonado por Liberato, um homenzarrão rude e façanhudo, de farto bigode, que o gostava de ver vestido de dama fina.
    Publicado em 1906, este é um dos primeiros romances em português, e também um dos primeiros da Europa, que aborda abertamente a homossexualidade masculina, tomando-a para tema central do enredo.
    /> "O desflorador da honestidade do Leonel fora um contínuo do Liceu, antigo sargento de cavalaria bruto e espadachim, que os rapazes temiam e respeitavam, e era chamado em particular quando se queria conservar a ordem no estabelecimento. Sodomita medonho, a beleza grácil do Leonel tentou-lhe o vício, e em troca de o defender contra as partidas dos camaradas, abusou dele, iniciando-o nas mais desonestas práticas. Pervertido, e conhecido o caso, o Leonel prestou-se às exigências lascivas dos colegas, e quando ainda não completara dezoito anos, já tinha pertencido ao major Terramonde, ao padre Amâncio, explicador de matemática, ao mestre-de-obras Aparício Batalha, e ao capitalista Couto, de cujas mãos avaras passou para as do conde da Lagoa Escura, homem riquíssimo, distinto, ilustrado, do mais fino gosto estético e artístico. (...) E na casinha da rua do Trombeta passava horas esquecidas vestido de senhora, como esse célebre abade de Choisy, a quem o cardeal Mazzarino chamava ironicamente a mais linda mulher masculina da corte de França!" (excerto)


  • A INDEX ebooks publica a primeira edição integral em português do clássico de Havelock Ellis sobre homossexualidade. No final do século XIX, Ellis teve a coragem de publicar abertamente um estudo detalhado e desapaixonado sobre a problemática da inversão sexual, que recentemente havia condenado Oscar Wilde à prisão e nos séculos anteriores classificara os culpados do "nefando pecado" como hereges e degenerados.


    No 3o capítulo, Ellis apresenta um grande número de casos reais de indivíduos homossexuais e bissexuais, muitas vezes relatados pelos próprios. Trata-se de um interessantíssimo retrato da homossexualidade no final do século XIX, rico de detalhes, esclarecedor mas, por vezes, emocionante e pungente, como no caso dos extratos seguintes:

    />
    "E a tragédia do nosso destino é que nós, cujas almas vibram apenas ao leve toque da mão de Eros, somos confrontados com o tabu mais feroz, que inibe muito do que poderia dar sentido às nossas vidas. Todos os outros tabus foram ultrapassados um por um. Será que também este, o último dos tabus, desaparecerá em breve? Sei de vidas assombradas por ele, enfraquecidas por ele, esmagadas por ele. Quanto tempo mais irão os moralistas ocidentais mutilar, estigmatizar e perseguir o que não compreendem?"
    "Mas no que respeita à minha esperança de melhorar, ir para o Mercy ou para o Inferno vai dar ao mesmo. Sou totalmente incorrigível, completamente incurável e absolutamente insuportável. Em casa, cheguei a pensar que estava curado, mas foi um erro de que me apercebi quando me encontrei com Clifford na passada quinta-feira e fiquei pior que nunca no que se refere à minha paixão por ele. Só o Céu pode saber o quanto tenho tentado transformar-me numa criatura decente, mas a minha vileza é incontrolável e seria preferível, talvez, desistir e morrer".

  • O Bom Crioulo

    Adolfo Caminha


    Amaro, um imponente e lúbrico marinheiro negro, escravo fugido de uma fazenda do interior do Rio de Janeiro, apaixona-se por Aleixo, um jovem e ingénuo grumete branco, que conhece no seu navio de guerra. Mas o destino separa-os e, quando Amaro finalmente reencontra Aleixo, as suas piores suspeitas confirmam-se.

    O Bom Crioulo foi recebido em 1895, data da sua publicação, com escândalo pela crítica literária e silêncio pelo público, devido à frontalidade e ao erotismo, pouco usuais para a época, da sua abordagem a temas tabu, como o sexo inter-racial e a homossexualidade em ambiente militar. O romance foi esquecido na primeira metade do século XX mas voltaria a ser publicado na segunda metade do mesmo século, tendo posteriormente sido traduzido para o inglês, espanhol, alemão, francês e italiano. Atualmente, faz parte do programa de leituras do exame vestibular de muitas universidades brasileiras.
    Nesta edição, fez-se uma revisão da ortografia utilizada na versão gentilmente cedida pelo Ministério da Educação do Brasil, à qual se acrescentaram anotações para enquadramento dos leitores contemporâneos.

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