Jeunesse

  • Era uma vez um rei que tinha três filhas. Um dia ele e as filhas foram convidados para uma festa no reino vizinho. Nesse reino havia um príncipe que andava à procura de noiva. Quando as filhas do rei souberam do convite, logo se entusiasmaram e fizeram planos para conquistar o príncipe. No dia da festa, elas vestiram-se com os melhores vestidos, montaram cada uma o seu cavalo e partiram em segredo. Quando o rei se preparava para sair, perguntou à criada pelas filhas, ao que ela responde que já tinham partido, pois não queriam chegar atrasadas.

  • Esta colectânea de contos infantis contém seis histórias: O sapo envergonhado, que dá o título à obra; - O galo que desejava correr mundo; - A bruxa e o caldeirão; - A vendedora de cebolas; - A princesa feia; - e O príncipe do Reino Estranho. São histórias baseadas nas personagens dos contos tradicionais, onde fadas, bruxas, reis, príncipes, princesas e animais se encontram em mil e uma trapalhadas que fazem as delícias das crianças. A primeira começa assim:
    «Era uma vez um sapo que vivia no seu charco feliz e despreocupado. Tinha o seu nenúfar particular, onde se postava a apanhar banhos de sol e a comer moscas que distraidamente violavam o seu espaço aéreo. Uma vez por outra, partilhava o nenúfar com uma fêmea do charco. Coaxava a tarde toda para ela e oferecia-lhe as moscas varejeiras mais suculentas que conseguia caçar. A fêmea ficava encantada e agradecia-lhe com um piscar de olhos e um coaxar lento e sedutor. Era uma bela vida. Mas um dia a paz terminou».

  • As fábulas de La Fontaine, lidas e admiradas universalmente sob o ponto de vista moral, encerram uma lição bem mais profunda enquanto ao problema da criação artística. Acreditou-se por muito tempo que o génio estético tirava todos os elementos da sua obra da própria impressionabilidade, impondo-se à adorarão nas condições de uma absoluta originalidade. O génio era como o Deus bíblico tirando o mundo do nada. Ao trabalho da moderna síntese física, que levou à conclusão "ex nihilo nihil", corresponde também a descoberta da crítica literária, de que todas as grandes manifestações estéticas realizadas pelas capacidades individuais assentam sobre uma base tradicional, e são tanto mais belas e imperecíveis quanto esse tema transmitido pelo passado e por outras civilizações adquiriu um caráter de universalidade. As fábulas de La Fontaine põem em evidência este princípio fundamental achado não só para a crítica das obras-primas das literaturas como para a disciplina e impulso para a renovação das formas estéticas da civilização moderna.

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