Edições Vercial

  • A Vita Christi de Ludolfo de Saxónia (ca. 1295-1377) foi impressa em Lisboa em 1495 por Valentino de Morávia e Nicolau de Saxónia em três volumes, por ordem da rainha Dona Leonor. A tradução para o Português deveu-se muito provavelmente ao rei D. Duarte, que a supervisionou. A obra, como é dito no prólogo, «contém todolos mistérios da fé católica, segundo a escritura dos quatro evangelistas e notários cristículos, com verdadeiras e devotíssimas exposições de diversos doctores egrégios, devotos e mui gloriosos.». A edição que agora se publica é a transcrição da edição de 1495, cotejada com a edição de Augusto Magne. A Vita Christi foi considerado o primeiro livro impresso em Língua Portuguesa até à descoberta do Sacramental (1488) e do Tratado de Confissom (1489).

  • "À Europa, e em geral ao homem que nunca viajou nos sertões do interior de África, não é dado compreender o que se sofre ali, quais as dificuldades a vencer a cada instante, qual o trabalho de ferro não interrompido para o explorador.
    As narrações de Livingstone, Cameron, Stanley, Burton, Grant, Savorgnan de Brazza, d'Abbadie, Ed. Mohr e muitos outros, estão longe de pintar os sofrimentos do viajante africano. Difícil é compreendê-lo a quem o não o experimentou; àquele que o experimentou difícil é descrevê-lo.
    Não tento mesmo pintar o que sofri, não procuro mostrar o quanto trabalhei, que me façam ou não a justiça de que me julgo merecedor aqueles que examinarem os meus trabalhos, hoje é isso para mim indiferente; porque me convenci de que só posso ser bem compreendido pelos que como eu pisaram os longínquos sertões do continente negro, e passaram os maus tratos que eu por lá passei."

  • A Vita Christi de Ludolfo de Saxónia (ca. 1295-1377) foi impressa em Lisboa em 1495 por Valentino de Morávia e Nicolau de Saxónia em três volumes, por ordem da rainha Dona Leonor. A tradução para o Português deveu-se muito provavelmente ao rei D. Duarte, que a supervisionou. A obra, como é dito no prólogo, «contém todolos mistérios da fé católica, segundo a escritura dos quatro evangelistas e notários cristículos, com verdadeiras e devotíssimas exposições de diversos doctores egrégios, devotos e mui gloriosos.». A edição que agora se publica é a transcrição da edição de 1495, cotejada com a edição de Augusto Magne. A Vita Christi foi considerado o primeiro livro impresso em Língua Portuguesa até à descoberta do Sacramental (1488) e do Tratado de Confissom (1489).

  • "Jardim sem Muro" é uma colectânea de dezanove contos. As personagens baseiam-se nalguns dos tipos da sociedade portuguesa actual, aparecendo vendedores de automóveis em segunda mão, comerciantes de tintas e vernizes, empreiteiros, serralheiros, canalizadores, carpinteiros, electricistas, professores do ensino secundário, funcionários das Finanças, estudantes de Psicologia, reformados, emigrantes, agentes de segurança, viciados na Internet, coleccionadores de selos e moedas, especialistas em ciências ocultas, frequentadores de casas de alterne e respectivas funcionárias. Os políticos, por evidente falta de utilidade na sociedade, são das poucas figuras com que o autor não perdeu tempo nem gastou papel. Os contos, escritos num tom divertido, deixam transparecer o sorriso sarcástico de Eça de Queirós e o piscar de olho malandro de David Lodge.

  • A manifestação correu de uma forma mais ou menos pacífica, com escaramuças e algumas detenções por causa de alguns manifestantes, que provocavam as forças policiais, a ver se com isto conseguiam o apoio popular para partirem para a violência. Mas a maior parte dos manifestantes não pactuou com isso e no global correu tudo bem.
    Na Itália, as manifestações traduziram-se em confrontos violentos entre manifestante e as forças de segurança e, à semelhança do que aconteceu em Lisboa há pouco tempo, os revoltosos arrancaram os cubos dos pavimentos e apedrejaram as forças policiais. Os conflitos originaram centenas de feridos, dezenas de mortos, lojas assaltadas e vandalizadas, veículos e edifícios incendiados e muitas detenções. Já chamavam às manifestações sucessivas a revolta das pedras.

  • A Vita Christi de Ludolfo de Saxónia (ca. 1295-1377) foi impressa em Lisboa em 1495 por Valentino de Morávia e Nicolau de Saxónia em três volumes, por ordem da rainha Dona Leonor. A tradução para o Português deveu-se muito provavelmente ao rei D. Duarte, que a supervisionou. A obra, como é dito no prólogo, «contém todolos mistérios da fé católica, segundo a escritura dos quatro evangelistas e notários cristículos, com verdadeiras e devotíssimas exposições de diversos doctores egrégios, devotos e mui gloriosos.». A edição que agora se publica é a transcrição da edição de 1495. A Vita Christi foi considerado o primeiro livro impresso em Língua Portuguesa até à descoberta do Sacramental (1488) e do Tratado de Confissom (1489).

    "Ama pois aquelle que te tanto amou e da o retorno aaquelle que primeiro que ty te beenzeo em as beençoões da tua doçura. e se aquesto fezeres sempre seras em grãde prazer e em grandes dellectos. Onde Anselmo diz. Jesu qu te nõ ama cheo seja de amarguras. Casto senhor he o teu amor e nom quer cõsentir alga cousa que nõ seja pura. e emperado he o sabor do teu amor. e nom alleuanta alha voontade n faz partir do que he derecto. Doçe he o teu amor senhor e nõ tem cousa neha amargosa. e as cousas do mundo amargoosas adoça. e aquellas que som doçes no mundo torna amargosas. antre as angustias nom se apreta. e antre as coytas nom se afica. sob a mingua nom se gualta. em os trabalhos. he de boo coraçom. em as ameaças he seguro. em os afagos nõ se dampna. em os tormentos atura e perseuera sem seer vencido em a morte sempre he viuo. reçebe allegria como faz o cobijçoso no thesouro. e assy como a madre se delleyta em hu soo filho que t. assy o prazer e a delectaçõ som graciosos na tua caridade doçe Jhesu a alma que te ama. A doçura do mel. e a do leyte. o sabor do vinho maduro e todollos dellectos e viços. nom dam tãto dellecto as bocas dos que os gostam. como o te amor dellecta aquelles que te amã."

  • Teatro ; antologia

    Gil Vicente

    Esta coletânea contém as seguintes obras de Gil Vicente: Auto da Barca do Inferno; Auto da Barca do Purgatório; Auto da Barca da Glória; Auto da Cananeia; Exortação da Guerra; Comédia de Rubena; Auto da Festa; Farsa de "Quem Tem Farelos?"; Auto da Índia; Auto da Fama; Velho da Horta; Auto das Fadas; Farsa ou Auto de Inês Pereira; Farsa do Juiz da Beira; Auto das Ciganas; Farsa dos Almocreves; Farsa do Clérigo da Beira; Lusitânia; Dom Duardos; Templo d'Apolo; Cortes de Júpiter; Serra da Estrela; Inverno e Verão; Romagem dos Agravados; Auto da Visitação; Auto Pastoril Castelhano; Auto dos Reis Magos; Auto da Sibila Cassandra; Auto da Fé; Auto dos Quatro Tempos; Auto de Mofina Mendes; Auto Pastoril Português; Auto da Feira; Auto da Alma; Auto da História de Deus; Diálogo sobre a Ressurreição; Auto de São Martinho; Maria Parda.

  • Estas Fábulas de La Fontaine traduzidas por Curvo Semedo, ou, antes, como deveríamos dizer falando com mais propriedade, estas Fábulas de Curvo Semedo (pois nelas o poeta português usou para com La Fontaine, como este para com os seus antecessores no mesmo género literário), estas Fábulas, repetimos, haviam sido leitura predileta, em verdes anos, de alguém que ainda conhecera e estimara o autor, de alguém ligado ao presente editor e signatário destas linhas, pelos mais apertados laços da vida, os que prendem um filho a um pai.

  • "Voltou a moda das gravatas às florinhas e dos fatos à "Boss". Qualquer farroupilha esbanja pela imagem. Todos lutam pelo status cada vez mais, todos querem ser patrões, mandar.
    Eu não desgosto das gravatas nem dos fatos. Acho-os estéticos. Porém, não os uso, primeiro porque não são nada baratos, segundo porque ainda sou novo para andar de garganta entalada, terceiro porque não preciso de me fazer à imagem. Sou o que sou, não o que pareço.
    É na camada mais jovem dos homens - já nem falo das senhoras -, entre os vinte e cinco e os trinta e cinco anos, que o uso desta indumentária, inventada há dois ou três século em Paris, tem vindo a aumentar. As calças de ganga já são parolas, com cheiro a pobreza. As casacas e outras alfaias afins, do mesmo modo."

  • "As Penas de Ícaro" é uma coletânea de textos que, baseando-se em obras literárias de autores contemporâneos (José Saramago, Mário Cláudio, João Aguiar, José Cardoso Pires, Vergílio Ferreira, entre outros), refletem sobre questões de língua, literatura e cultura portuguesas. Assim como Ícaro, com as suas asas de penas ligadas com cera, conseguiu, segundo o mito, elevar-se nos céus de Creta e libertar-se do labirinto do Minotauro, assim o autor pretendeu quando escreveu estes textos propor à discussão um conjunto de reflexões, penas elas e cera a linguagem com que são tecidas, prevendo sempre com o risco de o Sol derreter a cera e as penas se soltarem.

  • O Regimento Proveitoso contra a Pestenença é um pequeno incunábulo em Português, impresso em Lisboa por Valentino de Morávia na última década do século XV. O autor do opúsculo, a confiar na nota introdutória, foi D. Raminto, bispo Arusiense, do reino da Dácia. A obra tem dois objectivos fundamentais: um profiláctico, tendo como alvo aqueles que não foram ainda contagiados pela peste; e um terapêutico, dirigido aos que trabalham e lidam com os pestosos.
    Diz o autor: «Em tempo de pestilência melhor é estar em casa que andar fora, nem é são andar pela vila ou cidade. E também a casa seja aguada, e em especial em o alto Verão com vinagre rosado e folhas de vinhas; e isso mesmo é muito bom amiúde lavar as mãos com água e vinagre, e alimpar o rostro e despois cheirar as mãos; e também é bom assim em o Inverno como no Verão cheirar cousas azedas. Em Monpelier não me pude escusar de companhia de gente, porque andava de casa em casa curando enfermos por causa da minha pobreza, e então levava comigo uma esponja ou pão ensopado em vinagre, e sempre o punha nos narizes e na boca, porque as cousas azedas e os cheiros tais opilam e çarram os poros e os meatos e os caminhos dos humores e não consentem entrar as cousas peçonhentas; e assim escapei de tal pestilência, que os meus companheiros não podiam crer que eu pudesse viver e escapar. Eu certamente todos estes remédios provei.»

  • Nova edição da Crónica do Felicíssimo Rei D. Manuel de Damião de Góis, feita por José Barbosa Machado a partir da edição princeps de 1566-1567, cotejada com a edição de 1749 (Lisboa, Oficina de Miguel Manescal da Costa) e de 1926 (Coimbra, Imprensa da Universidade). Nesta edição se incluem as quatro partes.

  • "Aqui deponho em suas mãos e debaixo dos seus lábios o livro de seu irmão. A minha «obra» terminou no dia em que ele saiu da nossa doce amizade para a nossa terrível amargura: morri, meu querido Jorge - deixe-me chamar assim ao irmão do meu querido Cesário; - morri para as alegrias do trabalho, para as esperanças nos enganos doces! O desmoronamento fez-se, a um tempo, no espírito e no coração! Dos restos do passado deixe-me oferecer-lhe a dedicação extremada; peça-me o sacrifício; e, quando no decorrer da vida, se lembrar de nós, tenha este pensamento consolador: - A grande alma de meu irmão soube impor-se a um coração endurecido; e tenha estoutro pensamento: - Mas não estava de todo endurecido o coração que soube amá-la." (S.P.)

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