Edições Vercial

  • Nina é uma jovem mulher que se vê confrontada com a ausência misteriosa do seu pai. Habita numa casa paga ainda por este, mas o facto de ficar sozinha obriga-a a fazer um balanço dos acontecimentos. Este relato centra-se nos relacionamentos que estabeleceu com três figuras masculinas, que desempenharam diferentes papéis na sua vida e que a moldaram: um desapareceu sem deixar rasto, outro foi um namorado relutante e o terceiro, o melhor amigo, morreu repentinamente. Rememorando cenários e pessoas, evocando sentimentos e emoções, Nina sente que deixou de ser quem era, apercebendo-se de que um ciclo de vida terminou. Decide, então, partir em busca de si mesma e do que o destino lhe reserva.

  • "Não há palavras que descrevam as maravilhas do seu corpo, a sua carne rosada e firme desmaiando, nas curvas, no tom mate de açucena; os pés de estátua grega; o ventre polido e retraído, nascendo das coxas roliças como um escudo de prata fosca e partindo-se, no remate, para inflar nos dois agudos pomos a que as vacilantes chamas do fogão davam reflexos iriados; e os longos braços a um tempo frágeis e marmóreos!...
    Os meus lábios cobriam sofregamente a carne que aparecia enquanto as mãos teciam em volta do seu corpo uma apertadíssima rede de carícias..."
    Texto segundo o Novo Acordo Ortográfico.

  • "Darkening Stars - A Novel of the Great War" is about a young law student who was drafted to serve as a platoon commander in the Portuguese Expeditionary Corps sent to Flanders in 1917. What happened to him and the men under his command, the small and great miseries of their life in the trenches, their links with what they left behind and what they lost, and the incomprehension they met upon returning home, are some of the main lines of this moving and historically accurate portrait of one of the most turbulent periods of Portuguese history. It is also a story of love and of a young man's inner struggles and personal growth, his determined search for peace and happiness, along a path strewn with destruction and trampled dreams.

  • Napoleão estava aquartelando em Baiona um exército de vinte e cinco mil homens, a que o "Monitor" do Império chamava Corpo de Observação da Gironda. Já sob este nome modesto, em 1803, as tropas tinham passado os Pirenéus, atravessado a Espanha de rota batida e imposto a Portugal a capitulação de Badajoz. Sepúlveda ardia já pela guerra, falava em convocar e reunir as milícias, pôr em alarme a província.

  • Naquele desgraçado inverno a Holanda converteu-se em miserável charco sobre o qual incessantemente caísse uma chuvinha peneirada por buracos de agulhas. Toda a gente concordava em que não havia, ali, memória de estação assim temperada, aquosa e lôbrega. Durante os meses de dezembro e janeiro nunca se apagou a iluminação pública e nas ruas mais desafogadas de Amesterdão os transeuntes, que pareciam evolucionar dentro de um infindável aquário, para se reconhecerem necessitavam socorrer-se dos candeeiros, a cuja luz indecisa ainda assim mal se divisavam feições sob o imprescindível abrigo dos capuzes de borracha. Formavam então grupos de fantasmáticos escafandros, que, observados à distância, trocavam silenciosamente gestos deformados e a breve trecho, desfeitos, como que se desvaneciam por entre os húmidos véus de gases crepusculares, ininterruptamente agitados e suspensos do céu tenebroso.

  • "José Maria de Andrade Ferreira dividiu em «épocas» o seu Curso de Literatura Portuguesa. Seguiremos este roteiro, que não desmerece comparando aos anteriormente seguidos. Os diversos historiadores demarcaram a seu arbítrio os períodos em que as letras se manifestaram com diversa feição, quer progressiva, quer decadente. Alguns, abrindo profunda barreira entre as quadras literárias, estremaram os períodos em idade de ouro e de ferro, como se depois do luminoso século XVI, desde o fim do reinado de D. João III até D. João V, não tivéssemos literatura digna de história e de estudo. É um preconceito inveterado e falsamente legitimado por escritores respeitáveis que exauriram a sua admiração nos exemplares da Renascença, e só volveram a soldar a cadeia quebrada do nosso progredimento intelectual quando os árcades, exercitando a ode horaciana, à feição de Pedro António Correia Garção e António Dinis da Cruz e Silva, se consideraram sucessores aperfeiçoados de Ferreira e Camões."

  • É história que trata dos grandes e assinados feitos do excelente e invencível capitão muito ilustre conde D. Duarte de Meneses, conde de Viana, capitão e governador de Alcácer em África, alferes-mor do invictíssimo rei D. Afonso de Portugal de perpétua memória, a qual foi primeiramente junta e escrita por Gomes Eanes de Zurara professo cavaleiro e comendador da Ordem de Cristo e cronista do dito senhor rei, e guarda-mor do tombo de seu reino.


  • "Luís da Cunha era trigueiro; tinha a pele bronzeada da cara pegada aos ossos, que lhe saíam, principalmente os malares, em proeminências cadavéricas. Os bordos das órbitas muito salientes contribuíam muito para que o brilho dos olhos negros e grandes luzisse mais na escuridão das cavernas, debruadas sempre de um anel bastante escuro para destacar da cor geral de azeitona. O nariz era notável pela ausência total do cavalete. A boca não se lhe via, coberta pelo bigode espesso, que se não encaracolava nas guias, e caía em luzentes recurvas sobre ambos os lábios. Ora aqui está o que é um homem feio. Perguntava muita gente a razão fisiológica da cor africana de Luís, tão diversa da alvura inglesa de seu pai João da Cunha e Faro, que, por esse tempo, contava quarenta e cinco anos, e passava ainda por um dos belos homens de Lisboa."
    Texto segundo o Novo Acordo Ortográfico.


  • Amor de salvação, em muitos casos obscuros, é o amor que excrucia e desonra. Então é que o senso íntimo mostra ao coração a sua ignomínia e miséria. A consciência regenera-se, e o coração, reabilitado, avigora-se para o amor impoluto e honroso. Assim é que as enseadas serenas estão para além das vagas montuosas, que lá cospem o náufrago aferrado à sua tábua. Sem o impulso da tormenta, o náufrago pereceria no mar alto. Foi a tempestade que o salvou.

  • A obra contém os seguintes textos: Afeganistão e Irlanda; Um Artigo do "Times" Sobre o Brasil; O Inverno em Londres; O Natal; A Perseguição dos Judeus; A Literatura de Natal para Crianças; A Irlanda e a Liga Agrária; Lord Beaconsfield; Os Ingleses no Egito; Acerca de Livros; Uma Partida Feita ao "Times"; A Festa das Crianças; Crónicas de Londres.

  • "É que eu sou realmente a morgadinha dos Canaviais. Quero dizer, minha madrinha vivia na quinta dos Canaviais, uma quinta que fica daqui perto. Era uma senhora velha, rica, elegante e muito caprichosa; chamavam-lhe todas a morgada dos Canaviais. Tomou-me ela afeição e, sempre que passeasse, me havia de levar consigo; daí começaram a chamar-me, de pequena, a morgadinha. Quando ela morreu deixou-me tudo quanto possuía; nesse legado entrava a quinta dos Canaviais, de que sou proprietária ainda. Foi uma como confirmação do título, que já desde criança me tinham dado; e para todos sou aqui a morgadinha, título na verdade pouco elegante e que tão mau conceito fez conceber ao primo Henrique da possuidora dele."

  • "Não tem pretensões a obra de literatura este livro. Escrito sem preocupação da forma, é a fiel reprodução do meu diário de viagem.
    Cortei nele muitos episódios de caçadas, e outros, que um dia, no descanso, produzirão um volume de caráter especial. Busquei sobretudo fazer realçar o que mais interessante se tornava para os estudos geográficos e etnográficos, e se não me pude eximir a narrar um ou outro dos muitos episódios dramáticos que abundaram na minha fadigosa empresa, foi quando a esses episódios se ligavam factos consequentes, de importância, já para alterar o itinerário projetado, já determinando demoras, ou marchas precipitadas, que seriam incompreensíveis sem a exposição das causas determinantes.
    À Europa, e em geral ao homem que nunca viajou nos sertões do interior de África, não é dado compreender o que se sofre ali, quais as dificuldades a vencer a cada instante, qual o trabalho de ferro não interrompido para o explorador.
    As narrações de Livingstone, Cameron, Stanley, Burton, Grant, Savorgnan de Brazza, d'Abbadie, Ed. Mohr e muitos outros, estão longe de pintar os sofrimentos do viajante africano. Difícil é compreendê-lo a quem o não o experimentou; àquele que o experimentou difícil é descrevê-lo."

  • "À Europa, e em geral ao homem que nunca viajou nos sertões do interior de África, não é dado compreender o que se sofre ali, quais as dificuldades a vencer a cada instante, qual o trabalho de ferro não interrompido para o explorador.
    As narrações de Livingstone, Cameron, Stanley, Burton, Grant, Savorgnan de Brazza, d'Abbadie, Ed. Mohr e muitos outros, estão longe de pintar os sofrimentos do viajante africano. Difícil é compreendê-lo a quem o não o experimentou; àquele que o experimentou difícil é descrevê-lo.
    Não tento mesmo pintar o que sofri, não procuro mostrar o quanto trabalhei, que me façam ou não a justiça de que me julgo merecedor aqueles que examinarem os meus trabalhos, hoje é isso para mim indiferente; porque me convenci de que só posso ser bem compreendido pelos que como eu pisaram os longínquos sertões do continente negro, e passaram os maus tratos que eu por lá passei."

  • Na Memória das Estrelas sem Brilho, conta-se a história de um estudante universitário que é obrigado a interromper o curso para comandar um grupo de expedicionários que o governo português em 1917 enviou para as trincheiras da Flandres. A sua trajectória e a dos homens que comanda, nas pequenas e grandes misérias de que foram vítimas e na ligação ao que deixaram e ao que perderam, resulta num retrato emocionante e autêntico de um dos períodos mais conturbados da sociedade portuguesa. Romance de guerra, mas também romance de amor, Memória das Estrelas sem Brilho relata a tão inútil quanto obstinada busca da paz e da felicidade através de um caminho de escombros e flores cortadas, capacho do tempo e dos seus caprichos. Afirma o crítico Milton Azevedo que, «além de seu valor literário como narrativa de ficção propriamente dita, constatável à primeira leitura, o romance tem grande interesse como retrato da sociedade portuguesa, que forma o background da narrativa. O narrador, homem de seu tempo (ou tempos) e classe social, tem uma visão tão nítida da sua sociedade quanto é possível esperar de alguém que nunca pôde sair dela para observá-la de fora. É, portanto, uma visão naïve, informada apenas por elementos colhidos dentro daquela sociedade. Mas é uma visão arguta, porque o narrador é um indivíduo inteligente e lúcido. E complementada, é claro, pela visão, indirectamente transmitida ao leitor, do Rato, que é um verdadeiro co-protagonista (e não apenas um sidekick) - um pouco, mutatis mudantis, como Sancho Pança, sem o qual o Quixote ficaria impensável.»

  • O padre da Gralheira aparece morto na cama em Dezembro de 1943. O sacristão chama o regedor, autoridade policial da freguesia, que toma conta da ocorrência. Este procede a uma série de averiguações que vão fazê-lo ponderar na hipótese de se tratar de um crime. Vem a saber que o clérigo tinha como amante uma mulher casada. O marido, um rico proprietário que frequentava amiúde um bordel, poderia tê-lo mandado matar por despeito. Tudo se complica, porém, quando o regedor descobre que o clérigo era receptador do volfrâmio roubado da mina explorada por uma companhia alemã e suspeita que o crime, se o houve, não fora cometido por questões de honra, mas por dinheiro. Entretanto, luzes estranhas vistas durante a noite adensam um mistério que vai sendo mal interpretado. Sobre a aldeia, retrato de um país atrasado e rude, paira a ameaça da guerra. A ela se devia a periclitante situação económica vivida pelos mais pobres, com o racionamento dos produtos essenciais, as requisições obrigatórias das colheitas pelo Grémio, a revolta das populações e a repressão do governo. A ex-amante do padre, carioca transplantada para os nevoeiros da Gralheira, dá um ar de graça à história, vivendo amores, incentivando-os e protegendo-os. É ela a verdadeira heroína, que contrapõe o amor à guerra e aos interesses mesquinhos dos homens. Este é um romance de mistério, onde afinal o único mistério, num confronto directo com a literatura da moda, é não haver mistério nenhum.



  • A urdidura deste romance, que afoitamente denominamos histórico, deu-no-la um manuscrito que pertenceu à livraria do secretário de estado Fernando Luís Pereira de Sousa Barradas.
    O coletor destes apontamentos, que a história impressa, respeitando as conveniências, omitiu, foi contemporâneo dos sucessos que arquivou, pois escrevia em 1648.
    De lavra nossa, neste romance, há apenas os episódios que me saíram ajustados e congruentes com os traços essenciais da narrativa.

    Texto segundo o Novo Acordo Ortográfico.

  • Portugais O mar de Paula

    Jorge Tinoco

    «Observo ao longe no horizonte, para lá do papel, as pequenas silhuetas dos barcos que partem e me interpelam dos tantos portos que existem depois do que não podemos ver ou entender perenemente, depois do que não sabemos definir como ausência ou persistência, como voz perceptível de povo indígena ou gente mítica. De forma que experiencio, como que outra vez numa só vez, as mil vezes diferentes em que fui feliz aqui, nesta verdade enredada ou neste enredo da verdade, junto às ondas que nunca se interrogam se são água ou maré ou espuma ou loucura ou invenção...

    Que me importa então o que sou, se tenho, ainda que transitória ou volátil, esta ciência sabida de que só a falta de amor e companhia nos assombra e adoece, nos atribula o vazio que em lugar de sentir interroga em demasia a intensidade do abraço? Que me importa, pois, quando por outras palavras o repito que, mesmo que eu fosse ficção, esta experiência da mulher e do afecto me bastaria para justificar a criação da vida? Por isso é apenas novamente o mar de Paula que revejo a esta hora bendita das gaivotas sobre as rochas! E, no outro lado de tudo, na outra metade do nada: o que será Susana, o que serão as miúdas, o que será Paula, o que serei eu, o que serás tu, o que seremos todos no coração dilacerado dos capítulos, no ventre insondável das páginas?»

  • A Planta Carnívora é a continuação do romance O Cavaleiro da Torre Inclinada do mesmo autor. Nesta segunda parte, Marco Túlio Ferreira, professor universitário, abandona a família e vai viver sozinho. A ex-esposa reconhece que a separação, baseada num adultério de que não tem provas, foi precipitada e procura convencê-lo a regressar a casa. Ele, no entanto, vai adiando a decisão. Além da amiga brasileira Dulce Nara que aparece na primeira parte, envolve-se com uma jovem austríaca especialista em plantas carnívoras, uma professora de História Medieval que gosta de heavy metal, duas novaiorquinas que praticam o swing e uma freira com dúvidas. A obra é mais uma hilariante coleção de cenas da vida académica.

  • Abriam as celas para um vasto corredor. Em cada porta via-se a imagem do santo ou santa cujo nome apadrinhava as freiras. O nome com que saíram de suas famílias esquecera, fora absorvido no outro. Com renunciarem ao século, haviam também abjurado nome de mãe, de pai e de irmãos: era mister que tudo se renovasse, que tudo morresse, para renascer sob outro aspeto. Nenhuma dessas portas tinha chave, para que a toda a hora a prelada e mestra de noviças inspecionassem o dormir de suas filhas em Jesus Cristo.
    Texto segundo o Novo Acordo Ortográfico.

  • Esta colectânea de contos infantis contém seis histórias: O sapo envergonhado, que dá o título à obra; - O galo que desejava correr mundo; - A bruxa e o caldeirão; - A vendedora de cebolas; - A princesa feia; - e O príncipe do Reino Estranho. São histórias baseadas nas personagens dos contos tradicionais, onde fadas, bruxas, reis, príncipes, princesas e animais se encontram em mil e uma trapalhadas que fazem as delícias das crianças. A primeira começa assim:
    «Era uma vez um sapo que vivia no seu charco feliz e despreocupado. Tinha o seu nenúfar particular, onde se postava a apanhar banhos de sol e a comer moscas que distraidamente violavam o seu espaço aéreo. Uma vez por outra, partilhava o nenúfar com uma fêmea do charco. Coaxava a tarde toda para ela e oferecia-lhe as moscas varejeiras mais suculentas que conseguia caçar. A fêmea ficava encantada e agradecia-lhe com um piscar de olhos e um coaxar lento e sedutor. Era uma bela vida. Mas um dia a paz terminou».

  • In his book "The Study Of Ancient Times In The Malay Peninsula", Dato Sir Roland Braddell (1880-1966) writes, "No statement could be more untrue or more unwise than that Malaya has no history". This dense work of 458 pages (reprinted edition no. 7 by MBRAS in 1989), from Dato Sir Braddells's studies appearing in the "Journal of Asiatic Society", between 1935 and 1951, is followed by 50 pages of notes on the historical geography of Malaya and sidelights on the Malay Annals by Dato F.W. Douglas, a contemporary of Braddell.
    Sir Roland examines the book VII of "Ptolemy's Geographica" written about 160 AD, which sends us back to the land of Ophir of the Bible, also called "Golden Chersonese", where gold of higher purity had already been found around 3000 years ago in today's Pahang.
    As to the human presence, the "Malay Orang", "being an islander", (he) was able to sail the Eastern seas long before the people of the mainland could; and by such contacts achieved a higher state of civilization: he took the products of this area, gold, incense, spices and the Malayan jungle fowl with him and then the people of other countries came here", according to F.W. Douglas in the conclusion of his foreword, dated 15.1.1949. Malays are therefore inborn sea traders.

  • "Eu era novo então, forte, petulante, fulgurando a miúdo em súbitas exultações, na plena fase de herói, orgulhoso, dominando a vida e gastando-a com fausto, perdulário sibarita que a sorvia, sorrindo, nas aparências luxuriantes e a sugava até à essência saborosa ou amarga... Mas aprazia-me viver a minha vida e a meu modo, imperterritamente livre no vastíssimo jardim sem barreiras da minha solidão e, se por entre multidões - ainda mesmo nos tumultos de Carnaval, quando a alegria é pública -, encelado como um alquimista que decantasse idealizações."

  • Portugais Sermões

    António Vieira

    O volume, com o texto atualizado segundo o Novo Acordo ortográfico, contém os seguintes sermões do Padre António Vieira: Sermão da Sexagésima; Sermão da Quarta-feira de Cinza; Sermão da Terceira Quarta-feira da Quaresma; Sermão da Quinta Dominga da Quaresma; Sermão de Santo António; Sermão de S. Pedro; Sermão de Santo Inácio; Sermão do Bom Ladrão; Sermão do Nascimento da Virgem Maria; Sermão da Glória de Maria, Mãe de Deus; Sermão dos Bons Anos; Sermão do Mandato; Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda; Sermão da Primeira Dominga do Advento - I; Sermão da Primeira Dominga do Advento - II.

  • "O Cavaleiro da Torre Inclinada", com o subtítulo de "Cenas da Vida Académica", conta as aventuras de um professor a trabalhar numa hipotética universidade portuguesa. Os académicos são, como ele próprio refere, os novos cavaleiros da era moderna. «Assim como os cavaleiros da Idade Média, paladinos da virtude, andavam de terra em terra castigando pelo fio da espada os vilões e os arrogantes, assim nós, paladinos da ciência, andamos de congresso em congresso divulgando o conhecimento e denunciando os charlatães», diz ele a um dos seus colegas. O professor, especialista na história do adultério, vai implementando na sua vida de novo cavaleiro andante os conhecimentos adquiridos. O relacionamento que mantém com colegas espanholas, belgas e brasileiras leva, de uma forma profícua e salutar, ao intercâmbio do saber e ao avanço da ciência. Escrito num tom divertido, mas bastante realista, O Cavaleiro da Torre Inclinada é um romance que retrata a universidade portuguesa, ou pelo menos uma parte dela, e denuncia a praxis de tradição medieval e inquisitorial que faz dela uma das mais retrógradas da Europa.

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